Tesouro Direto

18/09/17 Autor: admin

Conheça o Tesouro Direto e seja um investidor

O Tesouro Direto é o investimento mais seguro do Brasil e tem rentabilidade maior do que a poupança. Aprenda a investir neste ativo de renda fixa e saiba como ganhar dinheiro com ele.

O que é o Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um programa desenvolvido pelo Tesouro Nacional, responsável pela administração do dinheiro que entra nos cofres do Governo Federal, em parceria com a B3, antiga BM&FBovespa, para que os Títulos Públicos Federais possam ser vendidos diretamente para pessoas físicas através da internet.
O Tesouro Direto foi concebido em 2002. Antes disso, a compra dos Títulos Públicos só era possível de forma indireta, através de fundos de investimento geridos por instituições financeiras, daí o nome Tesouro Direto.
Mas o que é um Título Público? Um Título Público é uma forma do governo captar dinheiro para financiar suas atividades, como educação, saúde e infraestrutura. Quando você compra um Título Público você empresta dinheiro para o Estado brasileiro e é pago por isso através de juros.
Esse é considerado o tipo de investimento mais seguro que existe no Brasil, pois são garantidos pelo próprio Tesouro Nacional, que gerencia os recursos financeiros do Governo Federal.
Títulos Públicos podem ser considerados ativos financeiros de renda fixa, ou seja, são produtos que ao serem adquiridos geram um valor superior ao que foi investido inicialmente. Além disso, investimentos de renda fixa também permitem uma boa estimativa do valor a ser resgatado após o término do investimento.

Vantagens e Desvantagens do Tesouro Direto

VantagensDesvantagens
Investimento mais seguro do BrasilHá incidência de Imposto de Renda e taxas
Boa rentabilidade acima da inflaçãoNão há um modelo de rentabilidade que seja ideal para qualquer cenário econômico, cada modelo é adequado para um cenário.
Investimentos a partir de 30 reaisÉ possível perder dinheiro se vender seu título antes do prazo de vencimento

 

Tipos de título do Tesouro Direto

 

Existem basicamente três tipos de títulos do Tesouro Direto: títulos pós-fixados atrelados à taxa básica de juros (Selic), títulos pós-fixados atrelados à inflação (IPCA) e títulos prefixados. A diferença entre eles é a maneira como a rentabilidade é definida. Cada um é recomendável para um cenário econômico diferente, conforme a tabela.

Cenário EconômicoTítulo do Tesouro Direto Adequado
Alta de Juros (Selic aumentando)Tesouro Selic (LFT)
Alta na Inflação (IPCA aumentando)Tesouro IPCA+ (NTN-B e NTN-B Principal)
Queda de juros e/ou inflaçãoTesouro Prefixado

TÍTULOS PREFIXADOS

O que são: Títulos prefixados são aqueles onde você sabe exatamente qual será a rentabilidade no vencimento do prazo do Título. Existem dois tipos de Títulos Prefixados: Tesouro Prefixado (LTN) que paga a rentabilidade toda na data do vencimento e Títulos Prefixados com Juros Semestrais (NTN-F) que paga a rentabilidade semestralmente.
Quando são indicados: Títulos prefixados são indicados caso você acredite que a taxa atual do Título será maior que a taxa básica de juros da economia durante o período do título, pois assim a rentabilidade do seu investimento será maior do que a rentabilidade de investimentos atrelados à Selic (considerados como a referência entre investimento de baixo risco). Importante notar que a rentabilidade dos títulos prefixados do Tesouro só é garantida caso você mantenha o dinheiro investido até a data de vencimento do título. Os prefixados são, portanto, indicados como investimentos de médio e longo prazo.

TÍTULOS PÓS-FIXADOS ATRELADOS A JUROS (SELIC)

O que são: os Títulos Pós-fixados atrelados a juros têm sua rentabilidade corrigida pela taxa básica de juros da economia, a Selic. O título que pertence a essa categoria é chamado de Tesouro Selic (LFT).
Quando são indicados: O Tesouro Selic é indicado quando você acreditar que haverá uma alta na taxa Selic, pois a rentabilidade do Tesouro Selic irá aumentar. Além disso, são indicados para investimentos de curto prazo, pois você pode vender esse título antesda data de vencimento e obter a rentabilidade equivalente à taxa Selic durante o período que mantiver o título.

TÍTULOS PÓS-FIXADOS ATRELADOS À INFLAÇÃO (IPCA)

O que são: os Títulos Pós-fixados atrelados a juros têm sua rentabilidade corrigida pela inflação, seguindo o IPCA do IBGE. Existem dois tipos de Títulos Prefixados: Tesouro IPCA + (NTN-B Principal) que pagam a toda rentabilidade na data do vencimento e IPCA + com Juros Semestrais que pagam a rentabilidade semestralmente.
Quando são indicados: Os títulos IPCA+ são indicados quando você pretende proteger seu patrimônio da inflação, pois há garantia de ganho acima da inflação, uma vez que a rentabilidade é dada pela taxa de inflação (IPCA) mais uma rentabilidade fixa. São indicados como investimento de longo prazo, pois se você precisar vender os títulos antes da data de vencimento, você corre o risco de vendê-los a um valor menor do que comprou. Manter os títulos até a data de vencimento garante sua rentabilidade positiva.

Como Investir no Tesouro Direto

  • Abra uma conta no Banco

Caso ainda não tenha, abra uma conta corrente em seu nome em um banco de sua escolha;

  • Escolha uma instituição financeira como seu agente de custódia

O agente de custódia é quem faz a intermediação do seu dinheiro entre a sua conta corrente e a B3 (antiga BM&FBovespa), pode ser o banco onde você tem conta ou uma corretora independente, como a XP Investimentos. Confira a lista de instituições habilitadas aqui.

  • Faça seu cadastro na instituição financeira escolhida como agente de custódia

Tenha em mãos um documento com foto (RG, CNH ou RNE) e um comprovante de endereço (conta de luz, água, telefone, etc). Após o cadastro você receberá uma senha provisória de acesso à área restrita do site do Tesouro Direto por e-mail (Você pode pular essa etapa caso o seu agente de custódia tenha uma integração direta com o sistema do Tesouro Direto). Troque sua senha de acesso ao Tesouro Direto por uma senha permanente. Você também pode pular essa etapa caso o seu agente de custódia tenha uma integração direta com o Tesouro Direto.

  • Escolha os Títulos do Tesouro Direto que deseja investir

Caso tenha dúvidas, você pode consultar nosso Assistente Virtual.

Como Ganhar Dinheiro com o Tesouro Direto

Existem apenas duas maneiras de ganhar dinheiro com o Tesouro Direto: comprar títulos e mantê-los até o vencimento ou vendê-los antes do vencimento.

Comprar e manter o título até o vencimento

Para ganhar dinheiro dessa maneira, basta investir um valor que não faça falta no curto prazo em qualquer título do Tesouro Direto e esperar até a data de vencimento para resgatar o dinheiro. A data de vencimento é informada no momento da compra. O lucro dessa operação é a diferença entre o dinheiro investido e o dinheiro resgatado, que é igual aos juros referentes ao período de aplicação.
Essa é a maneira mais segura de investir no Brasil, pois a rentabilidade 100% garantida pelo Tesouro Nacional. Para o valor não ser recebido, seria preciso que o órgão que administra todo o dinheiro que entra para o Governo Federal quebre, o que é menos provável do que qualquer banco comercial quebrar.

Comprar e vender o título antes do vencimento

Há também a opção de resgatar o dinheiro aplicado no Tesouro Direto antes do vencimento, vendendo o título. Com a aplicação de uma nova política, o Tesouro Nacional passou a recomprar títulos do Tesouro Direto todos os dias, ou seja, você pode vender seu título em qualquer dia e o dinheiro deve estar disponível no próximo dia útil, ou D+1.
Investir no Tesouro Direto dessa maneira tem vantagens e desvantagens, por um lado pode ser uma boa estratégia de investimento de curto prazo e em períodos de mudanças no cenário econômico. Por outro lado, há a possibilidade de perder dinheiro investindo dessa forma, pois a rentabilidade não é garantida e seu título será comprado pelo Tesouro Nacional a valor de mercado, que pode ser menor do que o valor investido inicialmente.

Custos do Tesouro Direto

Há incidência de impostos e taxa para investir no Tesouro Direto. Todos os impostos seguem as mesmas regras de outros investimentos de renda fixa, como CDBs e as taxas podem ser de apenas 0,3% ao ano sobre o valor investido. Vamos entrar no detalhe de todos os custos envolvidos:

Imposto de Renda (IR)

Os impostos são sempre cobrados sobre o rendimento do seu dinheiro, ou seja, no dinheiro que vem dos juros e não no seu dinheiro investido inicialmente. É cobrado sobre a rentabilidade, seguindo uma tabela regressiva. Quanto mais tempo seu dinheiro passa investido, menor o Imposto de Renda a ser pago, veja os valores na tabela.

IRPrazo investido
22,50%até 180 dias
20%181 à 360 dias
17,50%361 à 720 dias
15%720 dias

Fonte: Tesouro Nacional

Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF)

Para aplicações no Tesouro Direto com menos de 30 dias, é cobrado IOF sobre a operação, que vai de 96% do rendimento para resgate 1 dia após a aplicação até 0% para resgates 30 dias após a aplicação, seguindo a tabela.

Taxa da B3

A B3 (antiga BM&FBovespa) cobra uma taxa de 0,3% ao ano sobre o montante total investido no Tesouro Direto para manter a custódia dos Títulos sob seu CPF.

Taxa da Instituição Financeira

Essa é a taxa que seu banco ou corretora cobra para fazer a intermediação entre sua conta corrente e a B3. Hoje em dia, diversas instituições oferecem taxa de 0% para investir no Tesouro Direto. Um exemplo é a XP Investimentos, corretora que não cobra taxa para essa modalidade de investimento.

Transferência de custódia dos Títulos do Tesouro Direto

Caso você já possua títulos do Tesouro Direto e queira transferir a custódia de uma corretora ou Banco A para uma corretora ou Banco B, saiba que o processo é bastante simples e o procedimento não tem nenhum custo para o investidor. A transferência pode te ajudar a evitar taxas altas cobradas por sua instituição financeira atual.

Primeiro passo

Abertura de conta na nova corretora para onde você quer migrar seus investimentos.

Segundo passo

Solicitar à corretora antiga a transferência de custódia das aplicações no Tesouro Direto.

Terceiro passo

Preencher o formulário “Solicitação de Transferência de Valores Mobiliários (STVM)” que será fornecido pela sua corretora antiga e, por fim, envia-lo de volta.
Após realizar as três etapas, o processo ficará a cargo da sua corretora antiga, de maneira que será ela a responsável por entrar em contato com a nova corretora e realizar os trâmites necessários para a transferência.

Avisos

Caso você tiver alguma pendência com a corretora antiga, como uma taxas ainda não pagas, esse valor poderá ser descontado do valor que você possui investido nos títulos.
De acordo com a Instrução CVM 542, a tranferência deve acontecer em, no máximo, 2 dias úteis do recebimento, pela corretora antiga, do requerimento válido preenchido pelo investidor. No entanto, o prazo praticado pelas corretoras pode ser maior. Para evitar esse prolongamento é importante conferir se o formulário foi preenchido corretamente.