O que são Opções?

14/11/17 Autor: admin

O que são Opções?

Dentro do mercado financeiro, as Opções representam um contrato firmado por duas partes, onde uma delas emite a Opção e a outra a compra, adquirindo o direito de compra ou venda sobre um ativo com um preço pré-determinado até uma data limite, que será o vencimento.
Para melhor entendimento, daremos um exemplo simplificado:
Existem dois amigos. Um deles está pensando em vender sua moto por R$ 10 mil. O outro, ponderando sobre comprar a moto, checa suas finanças e nota que tem apenas R$ 500 disponíveis para compra. No entanto, em três meses ele irá receber um pagamento com o qual poderá comprar a moto.
Então ele combina com o amigo o seguinte: pagando esses R$ 500 agora ele adquire o direito de, daqui a três meses, decidir pela compra ou não da moto. O amigo aceita e então, assume a responsabilidade de vender a moto caso o amigo decida comprá-la.
A vantagem do uso das Opções nesse caso se aplica da seguinte forma: o amigo que está pensando em comprar a moto pode assegurar que o veiculo (ativo) não será vendido até que disponha de todo o dinheiro necessário para comprar a moto, e poderá decidir se realmente deseja comprar ou não.
Já o amigo que está vendendo a moto conseguirá uma recompensa ao aguardar o prazo da Opção expirar. Na terminologia, chamamos o amigo emissor da Opção de lançador, o valor recebido pela compra da Opção de prêmio e o preço estabelecido na Opção é chamado de preço de exercício ou strike price.

Tipos de Opções

Existem alguns pontos fundamentais em que as Opções se diferenciam. Uma dessas diferenças tem relação à possibilidade do exercício da Opção , ou seja, o ato de decidir pela compra ou não do ativo declarado na Opção. Elas são separadas em Opções de estilo americano e de estilo europeu.
Enquanto as de estilo europeu permitem o exercício da Opção somente na data de vencimento, as Opções de estilo americano permitem que o exercício possa ser realizado a qualquer momento, respeitando apenas o limite de vencimento.
Temos ainda duas diferenças que tem relação à função da Opção negociada, que pode ser de compra ou venda.
Opção de compra
A Opção de compra, também chamada de Call, é quando o lançador da Opção assume a obrigação de venda do ativo objeto, enquanto o titular adquire o direito a realizar o exercício da Opção (compra do ativo) na data de vencimento. Isto vale para Opções de estilo europeu. No caso de uma Opção de estilo americano, o exercício poderá ser realizado a qualquer tempo até a data de vencimento. O exemplo da moto demonstrado acima é um caso de Opção de compra.
Opção de venda
Já as opções de venda, ou Put, tratam do direito concedido ao titular sobre a venda de um ativo a um preço e tempo pré-definidos. O lançador de uma Opção de venda tem a obrigação de comprar o ativo naquele preço específico na data de vencimento, caso o titular decida realizar o exercício de Opção.
Exemplificando uma opção de venda:
Digamos que uma pessoa adquiriu um imóvel por R$ 200 mil. Certo dia ele descobre que um projeto urbano no bairro onde está o imóvel poderá prejudicar o valor da área e de suas construções dentro de três anos. Caso contrário, o mesmo poderá se valorizar.
Apreensivo pela chance de desvalorização, ele busca um especulador que lhe compre uma Opção de venda a R$ 40 mil com data de vencimento em três anos e strike price de R$ 200 mil. Dessa forma, o proprietário passar a ser o titular dessa Opção de venda e o especulador terá a obrigação de adquirir o imóvel por esse valor caso o proprietário decida realizar seu exercício de Opção.

Vantagens e Riscos

Uma das vantagens do uso de Opções é a transferência de risco, como o proprietário do exemplo anterior fez.
Ele fez um gasto de R$ 200 mil para comprar um imóvel e descobriu que em três anos esse imóvel poderia se desvalorizar, o que o fez celebrar a Opção de venda com o especulador.
Ele possui um ativo (imóvel) e quer fixar seu preço no valor de compra por meio da Opção, gastando mais R$ 40 mil no processo. A vantagem aqui está no seguinte:

  • Se o imóvel desvalorizar para um valor de mercado de R$ 100 mil, o proprietário poderá exercer a Opção, vendendo o imóvel a R$ 200 mil, tendo R$ 40 mil ao invés de R$ 100 mil de prejuízo
  • Caso o projeto urbano não aconteça ou acabe valorizando o imóvel para R$ 290 mil, o proprietário pode não exercer sua Opção de venda e realizar a venda do imóvel após o vencimento, conseguindo um lucro de R$ 50 mil e ao mesmo tempo se protegendo do risco de desvalorização

Por outo lado, um risco ao mexer com Opções é ter de aceitar perdas no vencimento delas. Por exemplo, um investidor compra uma Opção por R$ 5 mil para um ativo de R$ 50 mil com vencimento em um ano. Se na data de vencimento o ativo estiver com um preço de mercado de R$ 32 mil, simplesmente não valerá a pena exercer a Opção. Assim, restará a ele realizar esse prejuízo de R$ 5 mil pela compra da Opção.
Vantagens em relação à Ações
Uma das razões de muito investidores preferirem Opções às Ações é a sua alavancagem.
Por exemplo, um investidor deseja investir na PETR4, podendo escolher pela Ação ou Opção. A quantidade comprada será de 200 unidades.
Como referência, uma Ação da PETR4 é cotada no exemplo a R$ 20, enquanto e sua Opção de compra com preço de strike a R$ 20 e data de vencimento em 30 dias cotada a R$ 1,50.
Se o investidor optar pela Ação e efetuar a compra, terá um custo total de R$ 4 mil para as 200 ações.
Agora, se escolher pela Opção, seu gasto será de R$ 300 pelas 200 unidades.
Após um mês, a Ação da PETR4 chega a R$ 28. Logo, o ganho do investidor ao escolher comprar a Ação foi de R$ 8 por Ação. Se ele vender essas Ações ganhará R$ 1.600, excluíndo taxas de corretagem e imposto de renda.
Agora, caso esse mesmo investidor tenha esclhido Opções, conseguirá vender as mesmas a no mínimo o valor intrínseco atual, que é R$ 8. Assim, ao realizar a venda das Opções receberá os mesmos R$ 1.600.
Ao olharmos para o retorno nesses dois cenário, percebemos a grande vantagem na rentabilidade da Opção contra a da Ação.
Com a Ação temos um custo de R$ 4 mil para ganhos de R$ 5.600. Ou seja, aumento de R$ 1.600 bruto em seu capital, ou 40%. Já com a Opção temos um custo de R$ 300 para ganhos de R$ 1.600. Um lucro de R$ 1.300 ou aproximados 534%.